Com paralisação do BRT, Rio registra 62 quilômetros de engarrafamento

Rodoviários cruzaram os braços por conta dos salários atrasados e viações dizem que não têm como pagar. Momento mais crítico no trânsito foi às 9h, segundo o Centro de Operações da Prefeitura.

O engarrafamento no Rio chegou a 62 quilômetros às 9h desta segunda-feira (1), após a paralisação do BRT. Os motoristas cruzaram os braços contra os salários atrasados e as viações dizem não ter como pagar os rodoviários.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, a média de engarrafamento para aquele horário foi de 22 quilômetros nas últimas três segundas. Ou seja, o engarrafamento desta segunda era quase três vezes maior.

Às 7h, o engarrafamento chegou a ser de 21 quilômetros na cidade. Às 8h, de 50 quilômetros. Às 10h, de 55 quilômetros.

  • 6h: 1km x 3km nas últimas três segundas (no mesmo horário)
  • 7h: 21km x 12km nas últimas três segundas (no mesmo horário)
  • 8h: 50km x 13km nas últimas três segundas (no mesmo horário)
  • 9h: 62 km x 22 km nas últimas três segundas (no mesmo horário)
  • 10h: 55 km x 29 km nas últimas três segundas (no mesmo horário)
  • 11h: 29 km x 29 km nas últimas três segundas (no mesmo horário)

Plano de contingência

Para evitar o caos no trânsito, a Prefeitura anunciou um plano de contingência, om modificação de linhas convencionais e reforço entre as estações do BRT e da Supervia.

Segundo o RioÔnibus, todas as frotas das linhas de ônibus comuns estão na rua. Contudo, imagens do Globocop mostraram a garagem da Viação Expresso Pégaso, uma das maiores que circulam na Zona Norte, repleta de ônibus por volta das 7h30 desta segunda.

A alternativa para muitas pessoas são as vans, que estão cobrando até R$ 10 nesta manhã, quando a tarifa municipal é de R$ 4,05, e mototáxis.

A equipe do Bom Dia Rio chegou a ver um mototaxista cobrando R$ 30 para levar um passageiro da Estação Mato Alto até o Recreio dos Bandeirantes.

Já o Metrô Rio informou que a operação nas linhas 1, 2 e 4 seguiu normalmente nesta manhã, com intervalos regulares. Houve um aumento do efetivo dos agentes de segurança e operadores para orientar os passageiros nas estações impactadas.

A concessionária disse ainda que está operando com toda sua frota e mantendo os mesmos intervalos do período pré-pandemia.

A Supervia disse que ainda está checando dados, mas em princípio, o movimento no horário de pico da manhã foi normal. Não houve necessidade de viagens extras em nenhum ramal.

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