Prefeitura do Rio pede arquivamento do pedido de licença para construir o Autódromo de Deodoro

Em rede social, secretário do Meio Ambiente afirma que está ‘desistindo oficialmente’ da construção. Em 2019, G1 mostrou que empresa vencedora da licitação tinha capital social menor do que o previsto em contrato; MPF investigava contratação.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Prefeitura do Rio pediram ao Instituto Estadual do Ambiente (INEA) o arquivamento do processo de licença prévia da construção do Autódromo Internacional de Deodoro.

Em ofício enviado no último dia 29, o secretário Eduardo Cavaliere afirma que a Floresta do Camboatá, onde o autódromo seria construído, “é um patrimônio ambiental único da cidade”.

O documento afirma ainda que se trata de um santuário com fragmentos florestais com diversas espécies de fauna e flora, muitas delas ameaçadas de extinção.

Em uma rede social, Cavaliere afirmou que está “desistindo oficialmente da construção do Autódromo Internacional do Rio”.

Em junho de 2019, o G1 mostrou as suspeitas sobre a licitação. A vencedora, a Rio Motorpark, foi criada 11 dias antes da concorrência e tinha capital social de R$ 100 mil, embora o mínimo exigido fosse de R$ 69,7 milhões.

O presidente da empresa que ganhou a licitação para construir e administrar o autódromo de Deodoro, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é também sócio da empresa que fez estudos que embasaram o edital da concorrência.

Vencedora da licitação do autódromo de Deodoro, a Rio Motorpark apresentou como garantia à Prefeitura do Rio uma carta-fiança de quase R$ 7 milhões do Maxximus Bank, empresa que não é uma instituição autorizada pelo Banco Central. A prefeitura aceitou a garantia e afirmou, em nota, que a empresa era um “banco de primeira linha”. A própria Maxximus negou ao G1 que seja um banco.

Em maio daquele ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a construção e disse que o Rio voltaria a sediar o GP de Fórmula 1.

“Por ocasião da Fórmula 1 do ano que vem, ela será realizada no Brasil e no caso no Rio de Janeiro. São milhares de empregos, o setor hoteleiro feliz, com toda a certeza, sete mil empregos direto e indiretos que permanecerão para sempre. Ou seja, ganha o Rio de Janeiro, ganha o Brasil (…) Sem nenhum dinheiro público”, disse o presidente.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/02/01/prefeitura-do-rio-pede-arquivamento-do-pedido-de-licenca-para-construir-o-autodromo-de-deodoro.ghtml

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